O golpe mais caro do comércio exterior não invade sistema nenhum: ele se infiltra na conversa. O fraudador acompanha a troca de e-mails, entra na hora do pagamento e troca os dados bancários — e o agente paga, de boa-fé, a conta do golpista.
O que é a fraude do BEC (Business Email Compromise)?
É a fraude em que o criminoso, com acesso ou imitação de um e-mail legítimo, se passa por fornecedor, agente ou parceiro e redireciona o pagamento para uma conta sob seu controle. Costuma vir com urgência fabricada e uma “atualização de dados bancários” em cima da hora.
Quem suporta o prejuízo?
Depende de onde falhou o dever de cuidado. Discute-se a responsabilidade de quem pagou sem conferir, de quem teve o e-mail comprometido e da instituição financeira. Não há regra automática — o desfecho depende da prova de diligência (ou da sua falta) de cada parte.
Como reduzir o risco?
| Prática | Efeito |
|---|---|
| Confirmar dados bancários por canal separado | Quebra a cadeia do golpe |
| Desconfiar de mudança de conta de última hora | Sinal clássico de fraude |
| Trava de aprovação para pagamentos | Evita pagamento por impulso |
| E-mail com autenticação reforçada | Dificulta a interceptação |
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